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sexta, 26 julho 2013 00:00

FKW, FRENETIKWAVE

Sim, são produzidas em Portugal!

Recordam-se, quando no passado dia 19 de Fevereiro, durante a 2ª edição do Moche Capítulo Perfeito, assistimos ao luso-alemão Nic Von Rupp erguer o seu troféu? Muitas pessoas se interrogaram: “Onde foram descobrir aquela pequena obra de arte?”A SurfTotal não descansou enquanto não obteve respostas e esteve à conversa com os responsáveis destes troféus! A FKW Frenetikwave é uma pequena empresa de capitais 100% nacionais criada por surfistas com o objetivo de desenvolver figuras realistas de surf e de outros desportos de ação, na mesma linha do surf. Conta já com vendas feitas em Portugal, França, Califórnia, Austrália, Suiça, entre outros!

 

SurfTotal: Como tudo começou?

FKW: Tudo começou um dia de manha quando estávamos a surfar na Costa da Caparica e começámos a falar da nossa boat surf trip às Maldivas e que não tínhamos visto nada de memorabilia para trazer, um de nós tem como profissão desenvolver figuras realistas mas tendo em conta que são feitas à mão sairia caríssimo e pensámos porque não desenvolver figuras a nível industrial dos desportos que gostamos, para surfistas ou apreciadores para poderem ter em cima da secretária, em casa ou em outro sitio que fosse lembrando neste caso das surfadas ou manobras. Também já tínhamos estado na Califórnia a surfar Wind and Sea, Malibu, Blacks, Trestles, Hungtinton Beach entre outros spots e corremos várias surfshops e não vimos nada assim, então decidimos avançar!

 

Porquê o surf? 

Começámos pelo surf e longboard porque é a nossa paixão, entretanto idealizámos outras figuras de outros desportos que também praticamos ou gostamos nomeadamente bodyboard, skate, snowboard que já vão sair este ano aumentando assim a nossa colecção.

 

Quem é a equipa que constitui esta empresa? 

Carlo Almeida - Director Geral, Luis Catum - Director de Operações, Paulo Gago - o artista que faz as figuras, Cristina Catum – Designer, Nuno Esteves Director Comercial, entretanto há uns meses entraram o Frederico Seabra e a Ana Batista que vieram-nos ajudar a dinamizar a FKW FrenetikWave.

Que produtos usam na concepção de estes troféus? 

O nosso objetivo principal não é fazer troféus, fazemo-los para estarmos inseridos nos campeonatos e obtermos mais visibilidade para a FKW! Os troféus são peças únicas pois estes são feitos à mão não existe nenhum outro igual e tendo em conta o projecto variam os materiais usados, mas normalmente é utilizada massa para moldar, madeira para fazer a base e tintas. Quer os troféus quer as miniaturas são fabricadas e produtos como a madeira natural, o PVC e o aglomerado (MDF). As figuras FKW são em PVC, temos moldes das figuras iniciais (masters) onde depois é injectado o PVC, depois de saírem dos moldes as figuras são todas pintadas à mão.

Que trabalhos já realizaram? 

Temos tido algumas participações em campeonatos nomeadamente patrocinámos o Campeonato Europeu de Longboard Four Oceans, Campeonato Regional de Wakeboard na Suiça e ultimamente aquele que nos deu mais visibilidade foram os troféus para o Moche Capítulo Perfeito que foram entregues ao Nicolau Von Rupp e ao Marlon Lipke, Grandes campeões – estavam altas ondas nesse dia!

Porquê decidiram apostar em Portugal, quando poderiam ter apostado em locais como Austrália ou Havai? 

Temos de começar por algum lado e nada melhor do que ao pé de casa, assim que tivemos as primeiras peças um dos primeiros objectivos foi de imediato atingido, estarmos com as melhores surf shops – a Ericeira Surf Shop foi dos nossos primeiros clientes o que nos ajudou imenso. Relativamente à internacionalização estamos a trabalhar nesse sentido, temos uma parceria há um mês para distribuição para 13 países, principalmente na Europa. Tivemos há dois anos uma proposta de uma empresa californiana, que se apercebeu do potencial deste produto, para distribuirmos nos EUA  e Canadá, mas achámos que ainda não estávamos preparados, talvez no próximo ano.

 O que acham do desenvolvimento da industria do surf em Portugal? 

Achamos que Portugal é o país da Europa com maior potencial de surf, quer do ponto de vista geográfico, quer do ponto de vista cultural. Somos um povo virado para o mar, relacionamo-nos com o mar há séculos e somos da opinião que se trata de um setor em crescimento e ainda muito para dar ao país, inclusive do ponto de vista económico e turístico. Haja vontade de investir e de desenvolver infraestruturas.

Planos para 2013? 

O primeiro passo de 2013 foi repensar a estratégia comercial de forma a podermos garantir a colocação no mercado de um produto de qualidade a um preço competitivo. Também iniciámos as nossas atividades no território nacional e estamos em contacto com a maioria das surfshops a operar em Portugal. Outro objetivo passa por começar a trabalhar além fronteiras, nomeadamente na Europa, Japão e Austrália. Estamos também a desenvolver novas colecções de figuras relacionadas tanto de surf, como de longboard, skate, bodyboard, snowboard e contamos ter a nova coleção pronta para exposição em Setembro de 2013.

 

 

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