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sábado, 06 janeiro 2018 10:39

ÁGUA DA PRAIA DE MATOSINHOS NÃO PASSA NOS TESTES

 Têm sido diversos os relatos de surfistas que dizem ver Ribeiras poluidas a fluir na direção do Oceano, assim como diversos animais mortos, incluindo ratos, a boiar, enquanto praticam surf na Praia de Matosinhos que recorde-se no verão ter estatuto de bandeira azul.

Segundo a surfrider foundation que tem vindo a efetuar testes à água da praia de Matosinhos, e os quais irá manter até Março de 2018:_ "A campanha de medição da qualidade das águas na praia limite entre o porto e matosinhos mantém-se e encontrou mais uma medição com resultados negativos. Começa-se assim a definir um comportamento causa/efeito, já que também esta recolha foi realizada num período de elevada pluviosidade."

As ultimas análises desta associação sem fim lucrativos descreve que naquele momento havia uma quantidade elevada de Esterococos intestinais e Escherichia Coli, que representam uma ameaça para a saúde pública. A Praia que é dividida entre o Porto e Matosinhos tem a presença diária e assídua de milhares de praticantes de surf e é por isso o spot mais procurado por Portugueses e turistas, que cada vez em maior quantidade visitam o grande Porto.

 

Assiste ao surf em Matosinhos em direto clicando aqui

 

 

VAMOS PERCEBER O QUE SÃO ESTEROCOCOS E E COLI:

Os enterococos intestinais são um sub-grupo dos estreptococos fecais, compreendendo espécies do género Streptococcus. São bactérias gram-positivas, anaeróbias facultativas, relativamente tolerantes ao cloreto de sódio e a pH elevado. São provenientes das fezes de animais de sangue quente, sendo relativamente específicas como indicadores de contaminação fecal. No entanto, alguns enterococos intestinais isolados da água poderão ocasionalmente ter origem no solo, na ausência de contaminação fecal.
O número de enterococos nas fezes humanas é de uma ordem de magnitude inferior ao da Escherichia coli (E. coli). Sobrevivem mais tempo em ambientes aquáticos do que a E. coli, sendo mais resistentes à carência de água e à acção do cloro.

Efeitos  na saúde:
A presença de Enterococos intestinais na água tratada fornece evidências de contaminação fecal recente, e a sua deteção deve levar à consideração de medidas  adicionais, que podem incluir repetição da amostragem e investigação de potenciais fontes
de contaminação, tais como tratamento inadequado ou situações anómalas  que afetam  a integridade do sistema de distribuição.
No caso de uma contaminação de origem fecal,podem estar presentes microrganismos patogénicos (bactérias, vírus e protozoários) os quais podem representarum elevado risco para a saúde pública. A manifestação mais comum na saúde deste tipo de contaminação através da água é o desconforto gastrointestinal (náuseas, vómitos e diarreias), sendo, de forma geral, de curta duração.

 

A Escherichia Coli é um grupo de bactérias que habitam normalmente no intestino humano e de alguns animais, no entanto, nem todas E. Coli são inofensivas. Certos tipos são nocivos e causam uma gastroenterite com intensa diarreia com muco, semelhante ao catarro ou sangue, ou uma infecção urinária.
Existem 4 tipos de E. coli que causam infecções intestinais, E. coli enterotoxigênica, enteroinvasiva, enteropatogênica e enterohemorrágica. Estes tipos de E. Coli podem ser identificados num exame de fezes solicitado pelo médico, principalmente em caso de crianças, grávidas, idosos ou pessoas com sistema imune enfraquecido.

Sintomas de E. coli: Os sintomas da infecção surgem, geralmente, de 5 a 7 horas após a entrada dessa bactéria no sistema digestivo e são:
    •    Diarreia forte, com muco ou sangue;
    •    Intensa dor de estômago;
    •    Vômito;
    •    Febre baixa de até 38,5ºC.

Em alguns indivíduos, pode levar a complicações mais graves, como um súbito comprometimento renal, que pode causar uma lesão renal permanente. Mas, na maioria dos casos, a E. Coli causa somente uma leve gastroenterite que passa em menos de 1 semana.

O E. coli é transmitido por via orofecal a seres humanos e outros animais, geralmente por:
    •    Consumir água sem tratamento de esgoto;
    •    Carne não cozida a mais de 71°C;
    •    Leite ou queijos não-pasteurizados;
    •    Vegetais e legumes regados com água contaminada e mal lavados.
    •    Nadar em rios, lagos ou piscinas contaminados;
    •    Contato direto com o ambiente de animais infectados.


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