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terça, 12 dezembro 2017 12:48

Portugal, como eu te amo

Brendon Gibbens explica porque ama o nosso país e a Ericeira… 

 

Todas as imagens de João Bracourt "Brek"

 

Se fores um dos nossos leitores mais atentos, sabes que o sul-africano Brendon Gibbens não é um perfeito desconhecido dos line ups portugueses - vê as suas investidas recentes aqui e aqui. Já desde há alguns, mais concretamente desde 2011, que tem vindo a explorar a costa portuguesa. 

 

Desta vez, no início deste ano, ao dar conta que a Califórnia não produziria ondas de destaque por um longo período, achou que deveria rumar novamente à Europa e a Portugal - que é sempre uma aposta segura. Com um novo swell a dar sinal nos mapas da previsão, Gibbens empacotou a tralha e juntou-se ao fotógrafo Quinn Matthews e ao filmmaker Andrew Schoene no voo sobre o Atlântico. 

 

 

- O que há para não gostar das ondas portuguesas? Foto: Brek

 

“Portugal foi incrível. Esta foi a minha quinta vez por lá nos últimos anos. Apanhámos ondas todas as vezes. Mesmo quando está menos bom é super produtivo. Points, slabs, beach-breaks e novas ondas. Tudo pode ser encontrado em Portugal, e é por isso que continuamos a voltar”, disse à Stab Magazine um destes dias que também publicou uma peça sobre esta investida do surfista. 

 

- Na Ericeira, o sul-africano encontrou condições propícias para sair a voar. Foto: Brek

 

Com o início do ano a não ser muito famoso e profícuo pela Califórnia, o trio quis começar da melhor forma a nova temporada. A Europa estava a ser arrasada por várias ondulações, por isso, toda a atenção foi colocada sobre Portugal, um local onde, segundo Gibbens, “o surf é muito similar à Califórnia”. 

 

Na verdade, o surfista de origem sul-africana reside atualmente nos Estados Unidos e visitou o nosso país pela primeira vez em 2011. Na altura ainda competia regularmente na Qualifying Series, mas gostou logo do que viu. “Trata-se de um escape muito conveniente, especialmente agora que a minha vida está dividida entre a África do Sul e os EUA. A sua consistência de ondas também ajuda muito”, explica.

 

 

- Pela quinta vez, Brendo Gibbens a tirar proveito da consistência das ondas portuguesas. Foto: Brek

 

Sobre a Ericeira, local onde, por norma, opta por pernoitar, referiu apenas que...  

 

“Eu não diria que tive alguma vez um dia perfeito. É muito parecido à Austrália Ocidental. Para ser totalmente honesto, é imprevisível. Metemo-nos no carro bem cedo e por vezes andamos o dia todo à procura de ondas. Se planearmos bem, podemos encaixar pelo menos duas sessões decentes - com muitos reefs e várias opções nas marés cheia e baixa". 

 

À publicação australiana, Brendon destacou ainda a comida e os restaurantes portugueses, a pastelaria local e os famosos pastéis de nata que, no seu caso, são um problema sério uma vez que não se consegue controlar… “mas Portugal ainda é inexplicavelmente acessível. A cidade [Ericeira] é uma espécie de centro de surf do país, fica a 30 minutos de Lisboa e possui uma rotunda com um surfista dentro de um tubo”. 

 

E é por tudo isto e muito mais que o sul-africano não se cansa de visitar Portugal. Que seja sempre recebido da melhor forma - com ondas, claro. 

 

 

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AF

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