Fugindo ao estereótipo do surf. Fugindo ao estereótipo do surf. Foto: DR

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quarta, 05 julho 2017 15:41

5 factos que nunca te contaram sobre o surf

Verdades nunca antes reveladas… 

 

Pele bronzeada, dias passados na praia, sessões de surf infindáveis e um lifestyle que faz inveja a muitos. É este, basicamente, o estereótipo do surfista. No entanto, o que muita gente não sonha nem imagina é que, por detrás de muitos surfistas, reside uma história de resiliência, de sacrifício e de paixão. 

 

O objetivo não é afastar as pessoas do surf, muito pelo contrário, mas é bom que se saiba que é mesmo preciso gostar muito para se vingar no surf. A equipa da Surftotal sentou-se à mesa para debater o tema e revela-te agora alguns factos que, muito provavelmente, nunca cruzaram a tua mente: 

 

Surfar é mais díficil do que parece e o ritmo obtém-se com a prática

À primeira vista o surf não parece assim tão difícil quanto parece. Basta passar a rebentação, remar para as ondas e depois “cavalgá-las” em pé. Simples, certo? É esta a análise feita por quem nunca fez. Lamentamos informar, mas a avaliação está incorreta. Fazer surf é mesmo muito difícil e exige um trabalho de sincronia de movimentos da cabeça, tronco e membros. Temos ainda que juntar a arena - o palco de atuação - que está sempre em movimento (o oceano). 

Por isso, ficar em pé e dominar o “take off” pode demorar algum tempo. Falamos de dias e dias seguidos sem fazer, por vezes, uma única onda. É o chamado período de adaptação - entre tu, o mar e a prancha - por que qualquer surfista passa. No entanto, quem não desiste acaba por colher os dividendos. 

A prática e a persistência também são as grandes aliadas do surfista. O ritmo obtém-se a surfar, na repetição de movimentos, no fortalecimento do equilíbrio, da consistência da remada e resistência física. Estar na água, sempre que possível, é essencial.

 

 

Carro de surfista, por norma, está sujo

Não é regra e nem tem que ser obrigatoriamente assim, mas, face à permanente procura por novas ondas, muitas vezes em locais inóspitos e lamacentos, é normal que os carros dos surfistas estejam sempre sujos e desarrumados. É impossível não ter areia no chão ou uma barra de wax perdida algures pelo carro, por mais cuidadoso que se seja, ainda mais sabendo que a praia é o sítio por onde te encontras todos os dias. 

Portanto, namoradinha(o) e amigos, se isto faz confusão, habituem-se!

 

 

Noitadas e matinais não combinam

Surfista que se preze sabe que as melhores condições de surf verificam-se, quase sempre, às primeiras horas do dia, muitas vezes ainda de madrugada. Vento offshore e ondas sem crowd preenchem o imaginário dos surfistas… por alguma razão. 

Portanto, para usufruir das melhores ondas, que quebram bem cedinho, há que deitar cedo para cedo erguer. Trocando por miúdos, é preciso descansar bem o corpo para retirar total proveito das condições. Noitadas, ir para a cama demasiado tarde ou ressacas de alguns excessos não colam bem com o surf. Por um motivo muito simples: deixam-nos sem energia - algo que vamos definitivamente precisar numa sessão de surf. 

 

 

As surf trips não são para qualquer um

A ideia do “endless summer” e da aventura constante é um conceito associado ao surf desde sempre. A fantasia ganhou força através de reportagens em revistas da especialidade e de vários filmes. Têm, obviamente, a sua pontinha de verdade, mas é sempre bom que se saiba que, por norma, alcançar a perfeição muitas vezes significou consumir muitas horas dentro de um carro ou avião, percorrer caminhos de díficil acesso com as pranchas às costas, acampar à beira da estrada ou num qualquer buraco, dormir em aeroportos e muitos momentos de pura frustração. 

No final, para o verdadeiro surfista, para o viajante puro, o que conta é a viagem em si, a experiência. Vale sempre passar por todos os momentos e aprender um pouco mais. No entanto, é de realçar e fica o recado: onde ficam as melhores ondas do globo muito dificilmente encontraremos um hotel de 5 estrelas e por vezes até uma simples garrafa de água.  

 

 

Uma vez mordido pelo bichinho o surf é para sempre

Subestimar o mar é algo que não devemos fazer, pois este pode ser perigoso em qualquer ocasião, mesmo em ondas pequenas onde, por vezes, baixamos a guarda e deixamos a autoconfiança tomar o seu lugar. No entanto, independentemente do que possa acontecer, a verdade é que depois de ficarmos com o bichinho, o surf é para sempre!

A rotina altera-se e os comportamentos mudam. Muitas vezes a mudança é positiva porque passas a ter uma ligação especial com a natureza, ainda mais num campo de treinos tão incrível como são as ondas e os oceanos. Isso é francamente benéfico e recomenda-se, mas há sempre que saber gerir a atividade com a tua vida pessoal. Aquela sessão clássica que não quiseste perder ou perder a noção do tempo por completo são as causas mais comuns para os arrufos com a cara-metade, falha de compromissos sociais e até chegar depois da hora ao emprego.

Para teu bem, arruma as ideias e define prioridades.  

 

Perfil em destaque

  • Daniel Nóbrega  Daniel Nóbrega 

    Vem da margem sul, da Costa de Caparica, e está pronto para evoluir e se tornar um grande surfista… 

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