Pelo menos oito milhões de toneladas de plásticos vão parar aos oceanos todos os anos. Pelo menos oito milhões de toneladas de plásticos vão parar aos oceanos todos os anos. Foto: DR

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quarta, 14 fevereiro 2018 15:40

Armagedão dos Oceanos está perto

Diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente deixou o recado… 

 

Foi mais ou menos desta forma que o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Erik Solheim, passou a mensagem recentemente. “Estamos perante um Armagedão dos oceanos: Todos os anos, despejamos pelo menos oito milhões de toneladas de plásticos nos nossos oceanos. A este ritmo, vamos acabar por ter mais plástico nos oceanos do que peixes até meio deste século”, sublinhou. 

 

As embalagens, sacos e garrafas de plástico que usamos durante apenas alguns minutos são feitas de um material que foi concebido para durar uma eternidade. Uma vez no mar, o plástico não desaparece, pura e simplesmente. Fragmenta-se e flutua durante anos e décadas, viajando milhares de quilómetros, ou então deposita-se no fundo do mar. 

 

Para além de poluírem os habitats marinhos, os resíduos plásticos também confundem os animais, que os ingerem por assumirem que são comida. A sua ingestão pode-lhes provocar lesões nos órgãos internos, obstrução intestinal e acumulação de químicos dos plásticos nos seus tecidos. 

 

Os oceanos fornecem alimento e emprego a milhares de milhões de pessoas. No entanto, em troca, o ser humano asfixia-o com montanhas de lixo, resíduos tóxicos, pesticidas, águas residuais não tratadas e petróleo bruto. 

 

Ora, o plástico também tem sido descoberto no ar que respiramos, no sal marinho, na água da torneira e até no mel. Obviamente, o plástico ingerido pelos animais marinhos entra na cadeia alimentar humana. Cientistas da Universidade de Ghent já avisaram que os consumidores europeus de peixe e marisco poderão ingerir até 11 mil fragmentos de plástico por ano, dos quais dezenas são absorvidos para a corrente sanguínea e vão-se acumulando no corpo, ao longo do tempo. 

 

O problema, segundo o responsável das Nações Unidas, só precisa de alguma boa vontade: “Este é um desastre ambiental causado pela preguiça, que pode ser facilmente resolvido por uma boa dose de inovação e vontade política".

 

A solução passa então, em primeiro lugar, por mudar os hábitos e de se travar a entrada de plásticos no oceano. 

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