Estudo refere que aumento da temperatura é consequência de atos humanos. Estudo refere que aumento da temperatura é consequência de atos humanos. Foto: DR

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terça, 11 julho 2017 11:50

“Mão humana” no calor de junho

Estudo feito por cientistas refere que origem está nas alterações climáticas causadas pelo homem...

 

Um estudo feito por cientistas de várias universidades internacionais que se propõem avaliar as causas de eventos meteorológicos extremos concluiu que o calor extremo registado em junho um pouco por toda a Europa, potenciando os fogos florestais em Portugal e Espanha, teve como principal origem as alterações climáticas causadas pelo Homem.

 

A investigação começa por descrever o que se passou em toda a Europa Ocidental no mês passado, dando especial destaque ao que se passou em Portugal em que "um incêndio florestal mortal vitimou 64 pessoas e feriu mais de 200".

 

No entanto, não foi só em Portugal que se registaram eventos anormais. Em Espanha outro fogo obrigou a evacuar 1500 pessoas. Em França, na Suíça e Holanda foram ativados planos para responder às ondas de calor. E também a Inglaterra teve o dia mais quente de junho nos últimos 40 anos.

 

A investigação que fizeram comprovou, através de complexas análises matemáticas, que a mudança climática promovida pelo Homem aumentou a intensidade e a frequência destes dias de calor extremo, nomeadamente em junho.

 

Os dias com os termómetros "a ferver" são mais comuns em toda a Europa Ocidental, mas em Espanha e Portugal essa ocorrência tornou-se ainda mais frequente, com uma probabilidade dez vezes superior de acontecer do que no início do século XX.

 

A tendência clara de aquecimento é preocupante e deixou fortes indicativos que os termómetros estão a subir mais rápido do que se esperava. A Península Ibérica apresenta, no entanto, um caso ainda mais preocupante, pois os dados indicam que efeitos das alterações climáticas são ainda mais severos - no mundo a temperatura máxima de verão subiu 1 grau desde 1990 enquanto em Portugal e Espanha esse aumento chegou aos 3 graus

  

mês de junho de 2017 em Portugal continental foi o terceiro junho mais quente desde 1931, segundo o IPMA, com mais 2,92 graus que o normal para a época. O valor médio da temperatura máxima do ar foi de quase 30 graus, mais 4,21 que a média desta época do ano.

 

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Fonte: TSF

 

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