sábado, 14 setembro 2013 19:20

CAMPEÃO NACIONAL DE SUP EM ENTREVISTA

Bruno conquista assim a honra de figurar como campeão do primeiro Nacional da modalidade.

"Sim, é muito bom ser o primeiro campeão, mentia se dissesse que não me orgulho disso, mas gostava de ter mais concorrência. Vou continuar a apostar no SUP para o ano. Temos gente que anda muito bem de SUP, como o João Maya, o Ricardo Taveira, que não pode competir por estar na Direcção da FPS, entre outros. Mas gostava que esta minha vitória 'picasse' o pessoal e subisse o nível geral", ...desafia Bruno Grandela, que não poupa elogios ao circuito nacional, embora deixando também algumas sugestões:

"Considerando que este foi o ano zero, foi um grande primeiro circuito. Creio que os clubes envolvidos e a Federação estão de parabéns. No entanto, acho que é um erro separar a variante de race. Para o ano seria muito interessante juntar as duas variantes na mesma prova. Com o race a ser disputado num dia e o wave noutro. Isso e a introdução de prize money. Sei que este foi um ano de experiência, mas isso poderia chamar mais competidores e aumentaria o nível."

O entusiasmo pela variante de race foi, confessa, inesperado, mas também já conquistou o seu espaço:

"Não achava grande piada, mas convidaram-me para ir a uma prova no Moledo e a verdade é que adorei. O espírito dos participantes e a adesão massiva conquistaram-me. E hoje estou mesmo a pensar fazer mais provas de race."

 Bruno Grandela começou a surfar com uma prancha de SUP já cerca de 5 anos, mas antes era uma das referências do longboard nacional, tendo mesmo sido campeão em 2005 e internacional português nesta modalidade.

A mudança não foi, todavia, definitiva, pois ainda este ano se sagrou campeão da Taça de Portugal pelo Peniche Surf Clube.

Mas Grandela assume-se como completamente rendido ao desporto da prancha e remo:

"É de uma versatilidade muito grande. Posso surfar mar pequeno como ainda surfar os Super ou os Coxos com tamanho, tudo com a mesma prancha. E permite, com o remo, fazer um surf mais radical, curvas mais apertadas, etc. A grande desvantagem é que surfar mar grande sem canal torna-se muito complicado. Recordo um episódio nos Coxos em que fiquei dentro de um tubo, levei com três ondas seguidas e tive de deixar a prancha porque estava em cima das rochas... " Olhando para o futuro, nomeadamente para o próximo ano, em que terá de defender o título, Bruno Grandela tem apenas um obstáculo de peso:

"Tenho de ajudar a gerir o restaurante de família e sem prize money para compensar o que, para todos os efeitos, é um dia de trabalho a menos, torna-se complicado. Mas estou muito entusiasmado e cheio de vontade de tentar ganhar mais um!"

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