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quinta, 11 abril 2013 00:00

PRESIDENTE DA F.P.S. ANUNCIA FIM DE CICLO

«Não irei liderar qualquer lista às eleições»....

João Guilherme Montenegro Ramos Bastos, nasceu em Monserrate – Viana do Castelo, a 3 de Janeiro de 1975, é licenciado em Administração de Marketing, casado e vive atualmente na cidade do Porto. Guilherme, tal como é conhecido no meio do surf termina este proximo dia 28 de Abril as suas funções como Presidente da Federação Portuguesa de Surf. Fica abaixo com uma entrevista cedida pela assessoria de imprensa da Federação Portuguesa de Surf:

FPS – A poucos dias da Assembleia-Geral onde se elegerá a próxima Direcção da FPS, a pergunta obrigatória é: Guilherme Bastos vai liderar uma lista?
GB – Não. Não irei liderar qualquer lista às eleições. Mais: não irá, sequer, concorrer nenhuma lista cuja composição seja sugerida por mim. Creio que chegou a altura de dar liberdade às pessoas interessadas para conduzir a Federação Portuguesa de Surf para um novo ciclo.
Entendo que a FPS chegou a um momento de ruptura com o paradigma técnico do passado e que é altura de desenhar um novo modelo técnico de provas, formação e Selecções. Isto porque em 2014 espero ter todos os Centros de Alto Rendimento de Surf a funcionar e com estes, todo um novo paradigma a que a próxima Direcção terá de se adaptar.

FPS – Passou 12 anos como dirigente da FPS, 10 deles como presidente da Direcção. Em jeito de balanço, quais os triunfos desta década de liderança?
GB - Houve, felizmente, vários. Antes de mais, a sustentabilidade da Federação, que foi uma das principais razões pelas quais decidi assumir a sua presidência. Quis criar bases para que a FPS fosse sustentável e criar condições para que voltasse a ser uma instituição respeitada por todos. Recorde-se que, há 12 anos, não havia surfistas na Federação. Os surfistas tinham promovido um boicote geral à FPS e hoje são, novamente, parte integrante desta instituição.
Também posso reclamar a consolidação dos circuitos de esperanças, de surf e bodyboard, sustentáveis e dinâmicos que tiveram papel fundamental na formação de jovens valores como Vasco Ribeiro, Frederico Morais, Manuel Centeno, Hugo Pinheiro, entre muitos outros, e que
também contribuíram para ajudar os clubes a organizar eventos e, nesse processo, a organizarem-se a eles próprios e a crescer. O trabalho conduzido por esta Direcção traduz-se, também, em termos desportivos, na conquista de 3 Campeonatos da Europa da FES em quatro possíveis, a participação na China Cup – 8º melhor país do mundo, além de um vasto conjunto de resultados individuais dos nossos atletas.

FPS – A construção dos CAR não será o feito que define o sucesso desta Direcção?
GB – Não. Os Centros de Alto Rendimento surgem na sequência dos resultados desportivos e como reconhecimento do trabalho levado a cabo pela FPS. Foi nessa medida que o Governo projectou a construção de sete Centros de Alto Rendimento, dos quais quatro passaram à fase de construção [Peniche, Viana do Castelo, Aveiro e Nazaré]. Respondendo à pergunta, os CAR não são a obra que define esta Direcção, mas são o culminar de um trabalho de 10 anos e um símbolo do fim de um ciclo e de um novo paradigma para o desenvolvimento do surf nos próximos 25 anos.

FPS – E quais as maiores dificuldades com que se debateu a Direcção de Guilherme Bastos nestes 10 anos?
GB – Essencialmente, duas. E estão directamente ligadas entre si. A grande dificuldade tem sido financeira com uma clara falta de apoio estatal e uma evidente discriminação da Federação Portuguesa de Surf, sistematicamente prejudicada em relação a outras federações. E como consequência disto, a impossibilidade da FPS em se apetrechar com maios técnicos e humanos que lhe permitissem dar uma melhor resposta às suas necessidades.

FPS – E quais as maiores frustrações?...
GB – Ficam-me duas frustrações: não ter conseguido assegurar instalações dignas para albergar a sede da Federação e nunca ter conseguido conquistar o título de campeão europeu de juniores.

FPS – Olhando agora para o futuro, quais os desafios que se colocam à próxima Direcção da Federação Portuguesa de Surf?
GB – Há vários, começando com carácter de urgência, com a organização e estruturação do modelo técnico de formação da FPS, nomeadamente no que concerne à formação de treinadores, escolas de surf, etc. Também preparar as próximas competições internacionais das Selecções. Depois, a outro nível, terá de procurar capitalizar todos os benefícios decorrentes da organização de grandes eventos internacionais em Portugal e tudo o que se relaciona com o surf, muito concretamente, promover uma maior ligação entre a Federação, os organizadores de eventos, patrocinadores e a indústria do surf. Finalmente, repensar a estrutura de provas da Federação, com Circuitos Nacionais, Taça de Portugal, etc.

FPS – E, agora, ao cabo de dez anos à frente da Federação Portuguesa de Surf, mais um passado rico no associativismo do surf, qual o papel que Guilherme Bastos desempenhará no surf nacional?
GB – Neste momento, apenas estou disponível para ajudar a próxima Direcção no que necessitarem, de forma informal, e ajudar o meu clube do coração, o Surf Clube de Viana. Saio com o sentimento de dever cumprido e com a consciência de ter feito tudo ao meu alcance para atingir os objectivos a que me propus. Acima de tudo, saio também com a convicção que esta Direcção se comportou com sentido de Estado e consegui, contra muitos críticos e “lobbies” tratar todas as modalidades do elenco federativo e relacionar-se com os seus agentes com toda a equidade e justiça. Quero, por fim, desejar as maiores felicidades à próxima Direcção e o maior sucesso num trabalho que garanta o futuro do Surf Nacional.

BIO:

João Guilherme Montenegro Ramos Bastos, nasceu em Monserrate – Viana do Castelo, a 3 de Janeiro de 1975 (38 anos), é licenciado em Administração de Marketing, casado e vive atualmente na cidade do Porto. Sócio número 37 do Surf Clube de Viana é seu dirigente desde os 18 anos (1993), tendo sido seu Presidente entre 1995 e 2005. É atualmente Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
A nível nacional, foi eleito Vice –Presidente em 2001 e é atualmente o Presidente da Federação Portuguesa de Surf, desde Fevereiro de 2003.
Foi praticante competitivo de bodyboard, e é federado com o número 217, tendo participado em várias provas nacionais individuais e de clubes, representando o SCV. Enquanto Dirigente foi preletor em diversos colóquios, congressos e palestras nas áreas do desporto, turismo e assuntos do Mar. É um dos primeiros treinadores de Surf do país.
Para além de inúmeros sucessos a nível do Surf Clube de Viana, onde se destaca a organização do 1º campeonato do mundo de Bodyboard fora do Havai , salienta-se a nível nacional a conquista para Portugal de três títulos de campeão europeu por seleções, em quatro possíveis. A conquista de um título mundial de bodyboard. Uma das melhores classificações de sempre em Surf, (8º Mundial). A organização e co-organização de inúmeras provas ( nacionais, europeias e mundiais ), sendo que atualmente em Portugal existem cerca de 50 eventos anuais com premiações monetárias superiores a 1,5 milhões de euros.
É o principal responsável pelo desenvolvimento e implantação da rede dos Centros de Alto Rendimento de Surf em Portugal – Viana do Castelo, Aveiro, Nazaré e Peniche.

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  • Mariana Garcia  Mariana Garcia 

    Tem 17 anos, muito talento e acaba de fazer uma final na Liga Nacional de Surf… 

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