Ricardo Aragão, Head of Marketing Deeply. Ricardo Aragão, Head of Marketing Deeply. Foto: Carlos Pinto

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quinta, 22 dezembro 2016 17:16

DEEPLY: O PRESENTE E O FUTURO COM RICARDO ARAGÃO

O responsável principal do Marketing da marca portuguesa falou em exclusivo à Surftotal… 

 

É desde há muito uma das marcas de referência do Surf, não só em Portugal mas também na Europa. Além disso, é uma das que vive o Surf intensamente e que se orgulha de nele investir a 100%. A qualidade dos produtos Deeply é inegável, tal como o seu crescimento, e por esse motivo reunimos com Ricardo Aragão, Head of Marketing da marca, a fim de termos uma conversa aberta sobre o presente mas também onde aproveitámos para traçar as linhas mestre do futuro. 

 

Em primeiro lugar, parabéns pelo percurso da Deeply, pois temos observado a sua evolução e solidificação. É um feito notável, nomeadamente no que diz respeito à qualidade dos produtos técnicos e vestuário. O mercado do Surf e do Surfwear é assim tão interessante?

Ricardo Aragão: Nos últimos anos o mercado do surf tende-se a alargar a marcas que não pertencem ao “core surf”, pois este lifestyle está, claramente, na moda. As marcas de surf têm de defender o seu território natural face a competidores ferozes com políticas de preço agressivas. No caso da Deeply, para credibilizar o lado do surf, temos apostado no desenvolvimento dos nossos produtos técnicos com claro enfoque nos fatos de surf. No entanto, como referi, dado o aumento da concorrência no sector do vestuário, somo também incentivados a criar produtos com melhor qualidade.

 

Podemos considerar a Deeply como uma marca de surf assumidamente portuguesa que se está a expandir para todo o mundo?

RA: A Deeply nasceu em Portugal em 2004. Ao dia de hoje, estamos presentes em Portugal e Espanha (incluindo as Ilhas Canárias). Estamos já a trabalhar no futuro da marca que passará, inevitavelmente, pela expansão aos restantes países europeus. 

 

Qual a verdadeira identidade/conceito da marca?

RA: Desde o início, a nossa ideia assentou em criar algo forte e intenso que refletisse a nossa paixão pelos board sports. A frase ‘truly, madly, Deeply’ resume bem o nosso desejo de dar vida a uma marca verdadeira com um ADN enérgico e que traga algo fora do comum para o mundo do Surf.

 

- Foto: Carlos Pinto

 

"SOMOS PROFUNDAMENTE APAIXONADOS POR SURF E PELA NATUREZA 

E O NOSSO OBJETIVO É PARTILHAR ESTE SENTIMENTO COM O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS"

 

- Lucia Martiño - Foto: Carlos Pinto

 

Dos produtos técnicos há vários que se têm vindo a destacar, embora haja um que tem vindo a ganhar uma notoriedade especial no seio dos praticantes de surf. Os fatos isotérmicos. Concordas?

RA: Concordo! Há três anos na Deeply criamos um fórum que batizamos de SCT - Stimulating Creative Thinking. O objetivo é pensar de forma inovadora e criativa para termos produtos cada vez com mais qualidade, conforto e tecnicidade. Ano após ano os fatos de surf estão posicionados no topo das prioridades da marca. Ano após ano fazemos estudos para ver como está a ser o feedback dos nossos clientes e ano após ano temos recebido excelentes reports. Este ano a Deeply lançou o seu novo website com loja online. A venda dos fatos ultrapassou largamente as nossas expectativas. A última campanha, a título de exemplo, onde lançámos o novo fato ALL BLACK 5/3 teve resultados espetaculares. O nosso core target compra muito online e claramente tivemos esse reflexo nas nossas vendas, não só nos fatos como em toda a gama de vestuário.

 

Podemos saber um pouco mais sobre os processos de desenvolvimento do vosso material téncico? Vocês vão de encontro às necessidades do surfista?

RA: Desenvolver material técnico é um processo bastante complexo e moroso. Na Deeply, toda a parte técnica é desenvolvida pela equipa de produto e design juntamente com alguns dos nossos atletas. Temos reuniões periódicas de trabalho, onde todos participam no desenvolvimento da nova coleção. Aquando da chegada dos primeiros samples, os nossos atletas testam os produtos e voltamos a reunir para ver o que resultou e o que pode ser melhorado. Cada uma destas fase é morosa, pois engloba tempo de desenho do produto, produção dos samples e respetivos testes. 

 

"EM MÉDIA, UMA COLEÇÃO NECESSITA DE 1 ANO DESDE O PRIMERO ESBOÇO ATÉ AO PRODUTO FINAL"

 

Vamos agora falar do posicionamento atual da Deeply relativamente ao mercado do surf e ou board sports.  A relação qualidade/conceito/preço. Como a podemos distinguir das restantes marcas originais de Surfwear, nomeadamente as australianas e norte-americanas?

RA: A nossa fórmula é simples: queremos ter os melhores produtos quando analisamos design, preço e qualidade. É nesta trilogia que acreditamos ser o nosso fator diferenciador onde o fator preço está abaixo das grandes marcas para podermos cumprir um dos nossos objetivos que é democratizar a pratica do surf e no futuro dos 3S’s, ao maior número possível de pessoas.

  

- Lucia Martiño - Foto: Carlos Pinto

 

"OS FATOS DE SURF DA DEEPLY SÃO, PROVAVELMENTE, O MELHOR PRODUTO DE SURF 

QUANDO ANALISAMOS O DESIGN, PREÇO E A QUALIDADE"

 

Este ano já começamos a ver a Deeply a ligar o seu bom nome a surfistas de renome internacional que não são portugueses. A que se deve esta estratégia? Vamos poder observar no futuro um team Deeply ainda mais vasto?

RA: Até 2015 o objetivo era criar um forte Team em Portugal. Criámos um Team com um mix de fortes caraterísticas, desde resultados em competições, atletas com carisma, jovens promessas e também estar no segmento feminino. Claro que com a entrada do Vasco [Ribeiro] na equipa, o objetivo ficou cumprido! No início de 2016 o Team Deeply passou a ser um European Team. Em janeiro entrou a Lucía Martiño, natural de Gijon, juntando-se à Camilla Kemp. A Lucía, além de grande surfista, veio assumir o papel de modelo feminino da marca. A sua inclusão no Team teve de imediato um forte impacto nas redes sociais e pedidos de produtos na loja online. Em fevereiro foi a vez do Jonathan Gonzalez se juntar ao restante Team Deeply – Vasco Ribeiro, João Guedes, Tomás Valente, Tomás Ferreira, Salvador Couto, Zé Maria e Ruben Silva mais o Team de Bodyboard. Natural de Tenerife e já a correr o circuito mundial de qualificação há vários anos, o Jonathan ampliou a notoriedade da marca em Espanha, com especial enfoque nas Canarias. O Jonathan superou os objetivos traçados para o seu primeiro ano na Deeply ao sagrar-se Campeão Europeu 2016 na WSL. Para o futuro, queremos reforçar ainda mais o nosso European Team quer em termos de escalões de idades quer em termos de nacionalidades.

 

- Jonathan Gonzalez. Foto: WSL

 

Poderemos ver um surfista Deeply em breve na elite do surf mundial?

RA: Para uma recente marca de surf, estar na elite do surf mundial tem, obviamente, a grande vantagem de se dar a conhecer a um público muito alargado, neste caso de dimensão mundial. Há dois anos definimos um objetivo que passaria por apoiar um surfista português a realizar o seu sonho e reciprocamente receber a sua ajuda no desenvolvimento da marca Deeply. Temos a confiança que em breve esse objetivo será alcançado #GoVasco

 

- Vasco Ribeiro. Foto: Carlos Pinto

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